domingo, 3 de julho de 2011

Dom João: um apaixonado pelas letras

Dom João é conhecido nos anais da história como um príncipe medroso e fujão, já que a sua vinda ao Brasil se deu por conta do bloqueio continental arquitetado por Napoleão Bonaparte. Pouco se fala que ao chegar no Brasil o então imperador, decidiu cultivar as grandes paixões da família real portuguesa : literatura e a música.
O Brasil tem como herança da era da família real não só o banco do Brasil e cia, mais também a real biblioteca localizada no Rio de Janeiro.
Sabe-se que os ascendentes do imperador eram ligados as artes como exemplo o primeiro rei da dinastia Bragança Dom João IV  que era compositor. A real biblioteca em si possui um acervo riquissímo e secular, passando ela por diversas tragédias dentre elas um terremoto em 1855.
É possível encontrar na real biblioteca raridades como o primeiro exemplar de os lusiadas famosa obra de Camões datada em 1552.
Graças a imprensa régia, o acervo cresceu ainda mais na época da família real no Brasil, além disso, tal feito representou um marco para a imprensa do Brasil sendo a gazeta do rio o primeiro jornal do Brasil, vale ressaltar que nesse período no que tange a imprensa o correio braziliense já circulava pela colonia , mais era editado em Londres, o nascimento do primeiro jornal totalmente produzido no Brasil foi motivo de comemoração até mesmo para a oposição que era responsável pela edição do correio Braziliense o seu editor Hipólito da Costa publicou a seguinte frase: "tarde, desgraçadamente tarde mais enfim aparecem tipos no Brasil".
É muito bom saber essa qualidade do imperador pena que por outro lado não eram todas as pessoas que tinham o prazer de conhecer o mundo encantado dos "Livros reais" já que o acesso a educação era limitado, o que de certa forma não se difere de hoje, só que com interpretações distintas, pois infelizmente são poucos os que usufruem das bibliotecas públicas a disposição da população, é facíl encontrar livros empoeirados nas prateleiras ao mesmo tempo, é muito dificíl encontrar bibliotecas abarrotadas de amantes da literatura.
Que nós possamos tomar o exemplo de Dom João no que tange ao amor pela leitura.

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